primeira vez

12 junho, 2007

É claro que minha primeira vez não foi com Maria Eduarda. Como a primeira vez de qualquer ser humano, a minha foi desastrosa. Foi com uma namorada do colégio quando tínhamos por volta de 14 anos. Nem eu nem ela sabíamos direito como fazer. Mas no final das contas acabou dando tudo certo. Ela subiu em cima de mim e lentamente começou a cavalgar, depois de ter tido muita dificuldade para colocar meu pau em sua buceta. Aos poucos, começou a sentir prazer e foi aumentando a velocidade. Eu só me controlava para não gozar antes dela. Já sabia que isso acabaria totalmente com a tentativa… Quando ela gozou, achou que tudo tinha acabado. Foi engraçado… Tive de mostrar a ela que eu não tinha chegado lá ainda. Então ela me pediu que eu me masturbasse. Disse que tinha curiosidade de ver um garoto se masturbando e, especialmente, de ver o que acontecia. Acabei topando, com a condição de que da próxima vez seria diferente. E realmente foi. Mas aquele momento foi mágico. Ela ficou encantada com a porra saindo do meu pau, com as contorções de prazer que eu fazia… Aos poucos, fomos ficando craques no sexo, fomos nos descobrindo. Esses namoros adolescentes, porém, costumam ser muito cheios de pudor. Mesmo tendo aprendido muita coisa com essa namorada, nada do que aconteceu entre nós chegou aos pés do que comecei a descobrir com Maria Eduarda.

apresentação

12 junho, 2007

As histórias que vou contar não me dão orgulho nem me deixam envergonhado. São apenas histórias que vivi e que, acredito, merecem ser contadas, já que há um grande número de pessoas interessadas em conhecê-las. É claro que os nomes citados não são verdadeiros, para não expor ninguém, especialmente eu próprio.

Tornei-me garoto de programa por necessidades financeiras.  O plano Collor, no início dos anos 90, levou minha família a uma situação difícil. Eu tinha por volta de 15 anos na época e não sabia como ajudar; aliás, eu nem tinha como ajudar. O tempo passou, Collor foi derrubado, mas minha família não conseguiu se reerguer. Antes, tínhamos carro do ano, éramos sócios de um excelente clube e eu e meu irmão freqüentávamos uma escola particular, além de fazermos todas aquelas coisas que filhos da classe média fazem, como curso de inglês, aulas de judô e violão, cinema todo fim de semana… Depois disso, só nos restou a escola, paga a duras penas e graças a meia bolsa para cada um.

Quando completei 17 anos, estava preocupado em trabalhar para pagar um cursinho pré-vestibular. No início de 92, quando tinha 16 anos, sem ter completado o antigo 2º grau, fiz vestibular para a Federal do Rio Grande do Sul só pra ver como me saía. Atingi uma média suficiente para passar em vários cursos, mas eu queria fazer jornalismo, portanto precisava estudar mais. É claro que aquilo me deixou animado, porque mesmo sem ter concluído o 3º ano, tinha condições para entrar numa universidade. Então arranjei um emprego num escritório, como office-boy, meio-turno. Caminhava o centro inteiro de Porto Alegre carregando papéis e levando dinheiro a bancos… Era um trabalho chatíssimo, mas pelo menos podia pagar meu cursinho noturno.

Enquanto ficava parado em pé nas filas intermináveis, aproveitava para ler. Li diversos clássicos da literatura brasileira e estrangeira. Meu colégio era exigente, e como eu queria ser jornalista, além das leituras solicitadas pelos professores, precisava ir além. Esse gosto pela leitura acabou me fazendo mudar a escolha inicial: resolvi fazer Letras. Com isso, parei de freqüentar as aulas do cursinho com tanta regularidade. Eu sabia que podia passar em Letras sem muito esforço. Inclusive podia ter passado naquele ano. De qualquer forma, continuei trabalhando, porque o salário fazia diferença, apesar de baixíssimo.

Minha vida começou a mudar quando conheci Maria Eduarda. Faltavam poucas semanas para acabar o colégio, eu estava cansadíssimo, trabalhando, estudando, prestes a pedir demisão… Um dia, meu chefe pediu que eu levasse uns papéis para uma advogada no seu escritório, no bairro Higienópolis. Fiquei irritado, porque já era cinco e meia da tarde e meu cursinho começava às 19h. Não ia dar tempo de ir até o escritório dela e voltar ao centro para assistir às aulas. Mesmo que eu não estivesse me importando muito com o cursinho, meu chefe não podia atrapalhar meus horários… Mesmo assim, respirei fundo e aceitei a tarefa.

Sempre fui um rapaz bonito. Nunca fui do tipo gostosão sem nada na cabeça. Sempre me preocupei mais com os estudos do que com minha aparência, mas isso nunca me atrapalhou com as meninas. No entanto, eu havia dedicado aquele ano para estudar. Namorei pouco e saí pouco com os amigos…  Na realidade, não tive nenhuma namorada naquele ano. Apenas alguns casinhos de fim de semana. Nessa época, eu não estava preparado para receber cantadas nem para ficar correndo atrás das meninas. Eu só pensava em trabalhar e estudar.

Quando entrei no escritório de Maria Eduarda percebi um certo espanto de sua parte. Ela disse que eu era muito bonito pra ficar fazendo um trabalho tão chato quanto aquele. Fui obrigado a concordar, pra ser simpático e objetivo, porque queria ir embora logo. Ela assinou os papéis, estendeu-os para mim e, quando tentei pegá-los, segurou minha mão:

– Quando eu disse que você é muito bonito pra esse tipo de trabalho eu não estava mentindo…

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